Adequar os adicionais de insalubridade pagos na Assembleia Legislativa, conforme proposta de sua autoria que está na Mesa desde o dia 9 de julho, é prioridade do deputado Jailson Lima da Silva (PT) para o começo deste segundo semestre. "Nesta semana, na reunião da Mesa, o aval será dado, espero, para que meu projeto de resolução comece a tramitar", diz o deputado.
O projeto proposto por ele enquadra os servidores do Poder Legislativo nas normas legais que regem a concessão de adicionais de insalubridade aos servidores do Executivo. Pela lei complementar sancionada pelo governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) em 2006, servidores que depois de comprovação pericial realizada dentro das regras estabelecidas em leis e portarias federais tenham direito ao adicional, recebem percentuais de 12%, 17% e 23% para os graus mínimo, médio e máximo de insalubridade sobre o salário de referência de R$ 760,00. Para hospitais ou instituições públicas que trabalham diretamente com doenças infecciosas ou psiquiátricas, os percentuais são um pouco maiores: 17%, 26% e 34%. Ou seja, o máximo de adicional é de R$ 174,80 no primeiro caso previsto pela lei complementar e de R$ 258,48 no segundo. Na Assembleia, o adicional de insalubridade é pago em percentuais de 10% a 50% sobre o valor do salário recebido pelo servidor. Atualmente 111 servidores, com salários entre R$ 10 mil e R$ 20 mil, recebem adicionais que consomem R$ 162 mil por mês dos cofres públicos. O valor dos adicionais que engordam estes salários fica entre R$ 400,00 e R$ 3 mil, pagos ao pessoal do setor de Saúde (68 pessoas), Gráfico (26), Centro de Memória (6), Transportes (2), Projetos e Desenvolvimento (1), Suporte e Manutenção (1), Biblioteca (1), Serviços Técnicos (1) e Imprensa (5). Isso engloba médicos, recepcionistas, telefonistas, atendentes, entre outros.